sexta-feira, 11 de março de 2016

Retratamento Endodôntico com Remoção de Pino de Fibra de Vidro.

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Apesar do tratamento endodôntico possuir um alto percentual de sucesso clínico, ainda assim nos deparamos com algumas raras situações em que os resultados são indesejáveis, mesmo tendo sido executado por um profissional experiente utilizando-se de todo aparato tecnológico disponível. É comum também nos depararmos e ficarmos surpresos com tratamentos endodônticos executados em um nível abaixo do cientificamente aceitável e ainda assim apresentarem bons resultados a longo prazo.

O retratamento endodôntico normalmente está indicado quando o tratamento endodôntico inicial apresenta alguma deficiência ou foi caracterizado como um insucesso.

Neste caso clínico do dente 25, o paciente estava assintomático apesar do tratamento endodôntico mostrar-se deficiente radiograficamente, completamente fora dos padrões aceitáveis de qualidade para um tratamento endodôntico: um canal não-tratado, o canal tratado apresentando falhas na obturação,  limite apical de trabalho aquém do ideal e pinos de fibra de vidro instalados sem o devido apoio intraradicular.

A reintervenção endodôntica foi realizada por uma necessidade protética, caso contrário poderia-se optar por nada fazer, já que as condições clínicas e radiográficas eram de normalidade e o paciente estava completamente assintomático.

A remoção dos pinos de fibra de vidro foi realizada com o auxílio do Microscópio Operatório associado as pontas de Ultrassom, permitindo assim o desgaste apenas dos pinos, sem comprometer a estrutura dental. O canal P foi localizado (a sua entrada estava obstruída com o cimento resinoso) e devidamente tratado, enquanto o canal V foi retratado. Estes canais se uniam no terço apical. Em ato contínuo à fase de obturação dos canais, os mesmos tiveram os seus espaços preparados para receberem os retentores intraradiculares.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Terço Apical do Canal Radicular

Uma imagem para lembrar da anatomia do terço apical do canal radicular com as suas ramificações e para refletir sobre os limites de trabalho apical usados na Endodontia:  formatação, limpeza e obturação.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Técnica de remoção de instrumento endodôntico fraturado utilizando o “MC Extractor System”


Existem várias técnicas para remoção de instrumentos fraturados no canal e é bom que o Endodontista conheça todas elas, pois a cada caso uma determinada técnica pode funcionar em detrimento das outras.
Para a remoção de um instrumento endodôntico fraturado dentro do canal, o mais importante de todos os equipamentos utilizados é o Microscópio Operatório Dental, por proporcionar aumento da visibilidade da área de trabalho. A iluminação potente e ampliação (magníficação) oferecida pelo Microscópio favorece a obtenção de sucesso na remoção dos instrumentos endodônticos fraturados. Enxergar o que está acontecendo é fundamental! Portanto, sem o auxílio do Microscópio é quase impossível obter sucesso, seja qual for a técnica utilizada para remoção do instrumento fraturado.
O segundo equipamento mais importante é o Ultrassom, com grande eficácia na remoção de instrumentos fraturados, desde que você consiga enxergar o instrumento dentro do canal, a fim de direcionar corretamente a ponta ultrassônica sobre o instrumento fraturado.
Neste caso em específico que apresento a vocês, haviam dois instrumentos fraturados no mesmo canal: uma lima rotatória fraturada no terço apical e uma lentulo ocupando o espaço corresponde do terço apical ao cervical do canal. Inicialmente foi tentado o emprego das pontas de ultrassom (associado ao uso do Microscópio – conceito Microsonics) para remover a lentulo através da vibração ultrassônica. Como boa parte da lentulo estava travada no canal e no fragmento de lima, e a lentulo possuir a configuração de uma mola com muita plasticidade, o efeito ultrassônico sobre ela não surtiu efeito.
Optei então por empregar uma técnica em que o fragmento é apreendido e puxado do canal. A mais fácil e menos trabalhosa de todas seria utilizar uma pinça Stieglitz, mas neste caso a ponta da pinça não adentrava o canal e não alcançava a porção mais superior da lentulo.
Necessário então lançar mão de uma terceira opção de técnica, empregando o “MC Extractor System”. Este dispositivo não está a venda, mas qualquer profissional pode confeccionar em seu próprio consultório, selecionando a agulha hipodérmica que melhor se adapte ao canal e ao instrumento fraturado. Realizar um pequeno desgaste no tubo da agulha para expor a luz da agulha e assim criar uma via de acesso para que ali seja inserido a lima Hedstroem. As fotos são ilustrativas e facilitam o entendimento sobre a confecção do MC Extractor System. Da próxima vez que você, caro colega, necessitar remover algum instrumento de dentro do canal, lembre-se deste colega aqui!

Previamente à utilização do “MC Extractor System” é necessário realizar um desgaste circunferencial na parede dentinária do canal, com pontas de ultrassom, ao redor da ponta do instrumento fraturado para criar um espaço que acomode o diâmetro da ponta da agulha hipodérmica (dessas agulhas sem ponta que acompanham os kits de irrigação). A agulha hipodérmica funciona como um microtubo que deve se encaixar bem justo sobre a porção exposta do instrumento fraturado. Uma lima Hedstroem é inserida pela canaleta confeccionada no microtubo (ver fotos) com o objetivo de promover um travamento no instrumento fraturado. Estando os três conectados (agulha + lima + instrumento fraturado) basta puxar o conjunto para fora do canal e “correr para o abraço”.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Utilização do Microscópio Operatório Dental para tratamento de Perfuração Radicular com MTA.




Este caso clínico de tratamento de perfuração radicular foi solucionado com o auxílio do Microscópio Operatório Dental.
Todas as radiografias periapicais, tanto na fase de diagnóstico quanto nas demais etapas de tratamento, foram executadas em três posições diferentes (orto, mesio e distoradial) com o propósito de obter uma melhor visualização da área a ser tratada.
Após a remoção da coroa e pino intraradicular, foi verificado a real localização da perfuração radicular e constatada a presença de um desvio em uma das paredes radicular, bem como identificado que apenas o canal palatino havia sido tratado.
Foi feita a desobturação do canal P, a localização do canal V e todas as etapas de limpeza e modelagem dos condutos, enquanto a área da perfuração radicular foi debridada com auxílio de pontas de ultrassom para corrigir as irregularidades e remover o tecido de granulação que estava ocupando o local.
Inicialmente, o local da perfuração foi preenchido com o pó de hidróxido de cálcio PA, com o objetivo de auxiliar na descontaminação local e realizar uma "curetagem química" do tecido de granulação, proporcionando assim um ambiente favorável para o posterior selamento da perfuração com o MTA, o que foi feito numa segunda sessão. Estando a área da perfuração radicular selada temporariamente com o hidróxido de cálcio PA, os canais foram obturados definitivamente com cimento e guta-percha termoplastificada.
Numa segunda sessão de atendimento, foi realizada a remoção parcial do hidróxido de cálcio que estava ocupando a área da perfuração, de maneira que ficasse algum remanescente no local para criar um anteparo para o adequado selamento definitivo com MTA.