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quinta-feira, 12 de maio de 2022
sexta-feira, 18 de junho de 2021
Tratamento de canal dói? Molar superior com 4 canais e acesso conservador.
(Clique na imagem para ampliar)
O tratamento dos canais neste molar superior foi realizado aproveitando-se o acesso pela região onde existia uma restauração deficiente e com presença de tecido cariado sob esta restauração, com o objetivo de conservar o máximo possível de estrutura dental.
Realizado o acesso coronário, foram localizados 4 canais.
Ao final do tratamento endodôntico foi confeccionado núcleo de preenchimento com resina composta e encaminhado para a realização de reabilitação protética.
Ah, já ia me esquecendo: tratamento de canal não dói, desde que tenha sido realizado uma anestesia efetiva do dente a ser submetido ao tratamento de canal. Um dos objetivos do tratamento de canal é justamente ELIMINAR A DOR que as pessoas sentem quando está com o dente comprometido.
quarta-feira, 1 de abril de 2020
Artigo Científico: Taxas de sobrevivência de dentes com tratamento endodôntico primário após colocação do núcleo/pino e coroa.
Em artigo publicado no JOE (Journal of Endodontics), cujo título é Survival Rates of Teeth with Primary Endodontic Treatment after Core/Post and Crown Placement, os autores tiveram como objetivo determinar o efeito da colocação tardia do núcleo/pino e coroa nos dentes que foram submetidos ao tratamento endodôntico.
Os dentes que necessitam de tratamento endodôntico normalmente já foram afetados por cáries, fraturas ou procedimentos restauradores prévios, o que por si só já compromete estruturalmente a resistência do dente aos esforços mastigatórios. Isto somado ao preparo cavitário de acesso endodôntico, diminui mais ainda a capacidade do dente resistir as forças oclusais, sejam elas funcionais ou parafuncionais. Sendo assim, é fundamental para a sobrevivência do dente a longo prazo, que seja realizado o mais breve possível a restauração definitiva do dente assim que finalizado o tratamento endodôntico.
Este estudo mostrou que a sobrevida a longo prazo dos dentes tratados endodonticamente foram afetados negativamente pelo retardo na colocação do pino/núcleo ou realização da cobertura total do dente com coroa protética.
Por isto preconiza-se que, ao final do tratamento endodôntico que o próprio Endodontista possa, em ato contínuo a finalização da terapia endodôntica, já realizar a instalação de um retentor intra-radicular e/ou confecção de um núcleo de preenchimento, o que diminui em muito a susceptibilidade do dente a sofrer fraturas e aumenta significantemente a sobrevida do dente a longo prazo.
Aqui no Blog Endodontia Avançada já postei outros 2 estudos sobre este tema relacionado a restauração pós-endodôntica: Artigo Científico: Falha de restaurações unitárias em dentes posteriores tratados endodonticamente: revisão sistemática. e Pinos de Fibra de Vidro na restauração de dentes tratados endodonticamente.
Os dentes que necessitam de tratamento endodôntico normalmente já foram afetados por cáries, fraturas ou procedimentos restauradores prévios, o que por si só já compromete estruturalmente a resistência do dente aos esforços mastigatórios. Isto somado ao preparo cavitário de acesso endodôntico, diminui mais ainda a capacidade do dente resistir as forças oclusais, sejam elas funcionais ou parafuncionais. Sendo assim, é fundamental para a sobrevivência do dente a longo prazo, que seja realizado o mais breve possível a restauração definitiva do dente assim que finalizado o tratamento endodôntico.
Este estudo mostrou que a sobrevida a longo prazo dos dentes tratados endodonticamente foram afetados negativamente pelo retardo na colocação do pino/núcleo ou realização da cobertura total do dente com coroa protética.
Por isto preconiza-se que, ao final do tratamento endodôntico que o próprio Endodontista possa, em ato contínuo a finalização da terapia endodôntica, já realizar a instalação de um retentor intra-radicular e/ou confecção de um núcleo de preenchimento, o que diminui em muito a susceptibilidade do dente a sofrer fraturas e aumenta significantemente a sobrevida do dente a longo prazo.
Aqui no Blog Endodontia Avançada já postei outros 2 estudos sobre este tema relacionado a restauração pós-endodôntica: Artigo Científico: Falha de restaurações unitárias em dentes posteriores tratados endodonticamente: revisão sistemática. e Pinos de Fibra de Vidro na restauração de dentes tratados endodonticamente.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Artigo Científico: Falha de restaurações unitárias em dentes posteriores tratados endodonticamente: revisão sistemática.
Essa revisão sistemática focou em avaliar apenas dois
fatores de risco que afetam a sobrevivência de tratamentos restauradores em
dentes tratados endodonticamente:
1) quantidade de estrutura coronária
remanescente e
2) material restaurador utilizado.
Os autores reconhecem limitações na avaliação deste
estudo, entretanto, apesar das limitações, o estudo forneceu duas conclusões
principais a respeito das restaurações nos dentes posteriores tratados
endodonticamente: 1) Quanto maior a estrutura remanescente do dente, melhor
resultado do tratamento; 2) As coroas retidas por pinos parecem apresentar os
melhores resultados, seguido por coroas sem pinos e por último as restaurações
intra-coronárias.
Os autores concluem ainda que, consequentemente, as
cavidades de acesso endodôntico devem ser mantidas conservadoras para maximizar
a quantidade de estrutura remanescente do dente, o que por sua vez deve
determinar a escolha da restauração coronária final. Apesar da superioridade
das coroas retidas por pinos, as coroas sem pinos podem ser consideradas quando
existem três a quatro paredes remanescentes, enquanto que as coroas retidas por
pinos podem ser preferidas em dentes com uma a duas paredes remanescentes.
Outras
reconstruções protéticas podem ser consideradas em casos com menos de uma
parede, especialmente sem nenhuma férula.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Pinos de Fibra de Vidro na restauração de dentes tratados endodonticamente.
Recente estudo publicado online no JOE (Journal
of Endodontics) em 07/12/2016 com o titulo Long-term
Clinical Outcomes of Endodontically Treated Teeth Restored with or without
Fiber Post–retained Single-unit Restorations , mostra a importância da utilização dos pinos de fibra de vidro em dentes que receberam o tratamento de
canal.
Neste trabalho os procedimentos endodônticos e
restauradores foram executados pelo mesmo profissional e abrangeu um período de
observação médio de 8,8 anos. Os dentes tratados endodonticamente, com ou sem
pinos de fibra de vidro, foram restaurados definitivamente com coroas unitárias
ou com restaurações diretas em resina composta.
Os resultados revelaram que os dentes tratados
endodonticamente que receberam a instalação de pinos de fibra de vidro tiveram
taxa de sobrevivência de 94,3%, enquanto os dentes quem não tiveram os pinos
instalados tiveram taxa de sobrevivência de 76,3%, diferença estatisticamente
superior e significativa. Além disso, o fato de os dentes tratados
endodonticamente com e sem pino de fibra terem recebido uma coroa unitária não melhorou o prognóstico quando comparado com os dentes que
receberam uma restauração direta com resina composta. De um
modo resumido, os dados revelados neste estudo mostram que os dentes restaurados
com pinos de fibra de vidro produziram uma perda de dentes significativamente
menor do que os dentes restaurados sem um pino de fibra, independentemente de
ter recebido ou não uma coroa unitária como reabiliatação final.
Este estudo traz também informações sobre as
fraturas. Em 9,7% de todos os dentes, a fratura radicular vertical foi a razão
para a perda dentária. De todas as fraturas de raiz vertical, 52,4% foram
observadas nas raízes mesiais de molares mandibulares sem o pino.
Nas entrelinhas deste trabalho, os autores deixam
a mensagem de que o endodontista deva realizar a instalação do pino de fibra de
vidro em ato contínuo a finalização do tratamento
endodôntico e no mínimo realizar uma restauração direta em resina composta
para evitar futuras complicações, tais como fraturas e/ou reinfecções do
sistema de canais.
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