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terça-feira, 26 de outubro de 2021

Retratamento Endodôntico com localização do canal MV2: Proservação de 5 anos.

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  Para a execução deste retratamento endodôntico foi utilizado a Tomografia Computadorizada Cone-Beam (CBCT) no planejamento e estudo deste caso que completou 5 anos de acompanhamento clínico-radiográfico.
    Para entendimento e visualização completa, acesse esta postagem anterior neste link: http://endodontiaavancada.blogspot.com/2016/10/uso-da-tomografia-computadorizada-na.html


 

Proservação clínica-radiográfica de 19 anos de tratamento endodôntico em molar superior: a estabilidade do cimento AH Plus nos tecidos periapicais.

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    Poder acompanhar um tratamento endodôntico por um período de 19 anos é motivo de satisfação pessoal para qualquer profissional, pois não é tarefa fácil fazer com que o paciente retorne ao consultório para realização do monitoramento clínico-radiográfico. E você só saberá se seu tratamento resultou em sucesso de você acompanhar...
    Este caso apresentado tem como objetivo maior mostrar a permanência estável do cimento AH Plus nos tecidos periapicais.
    Lamentável que a reabilitação protética deste dente não tenha sido realizada de maneira a proteger o remanescente coronário de maneira adequada.

    Em 2002 a seleção brasileira conquistou o pentacampeonato mundial de futebol, a moeda Euro passou a vigorar na União Européia, um futuro ex-presidiário foi eleito presidente do Brasil, Chico Xavier morreu, Suzane Von Richthofen ficou conhecida por participar do assassinato dos pais, o celular da moda era um Nokia 3310, o iPod foi lançado mas provavelmente você ainda ouvia músicas num CD, Popó tornou-se bi-campeão mundial de boxe, ocorreu uma epidemia de dengue no Brasil e eu completava 4 anos de formado.
    Muita coisa mudou de lá pra cá, seja no mundo, no Brasil, na Odontologia, na própria Endodontia, na minha vida, ou seja na dentição deste paciente, mas o tratamento endodôntico realizado no dente 26 permanece íntegro, estável e proporcionando saúde ao paciente ao longo destes 19 anos de acompanhamento.
    Além de ficar alegre em saber que o caminho escolhido estava certo e que aquilo que fora realizado tanto tempo atrás resolveu o problema do paciente, a felicidade maior para mim está no fato de ainda ser depositário da  confiança do paciente em permanecer sob os meus cuidados por tão longo tempo.
    Que o ano de 2002 seja infindável!
 

terça-feira, 22 de junho de 2021

Tratamento endodôntico de molar superior com 4 canais e reconstrução coronária.

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    Tratamento endodôntico - elemento dental 26.
    Dificuldade inicial 1: remoção das restaurações de amálgama e tecido cariado adjacentes nas faces mesial e distal, seguida de reconstrução das paredes M e D com resina composta. Proximal distal em nível subgengival dificultou isolamento e adaptação da matriz.
    Dificuldade inicial 2: acesso e localização dos 4 canais, em função da câmara pulpar com calcificações e canais atrésicos.
    Utilização do Microscópio Operatório e Ultrassom, glidepath com limas C-Pilot #06 #08 #10 #15, instrumentação rotatória sistema Easy Logic, técnica da obturação termoplastificada da guta-percha com cimento AH-Plus e núcleo de preenchimento com resina composta.
    Indicação para reabilitação protética com coroa total.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Tratamento de canal dói? Molar superior com 4 canais e acesso conservador.

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    O tratamento dos canais neste molar superior foi realizado aproveitando-se o acesso pela região onde existia uma restauração deficiente e com presença de tecido cariado sob esta restauração, com o objetivo de conservar o máximo possível de estrutura dental.
    Realizado o acesso coronário, foram localizados 4 canais.
    Ao final do tratamento endodôntico foi confeccionado núcleo de preenchimento com resina composta e encaminhado para a realização de reabilitação protética.
    Ah, já ia me esquecendo: tratamento de canal não dói, desde que tenha sido realizado uma anestesia efetiva do dente a ser submetido ao tratamento de canal. Um dos objetivos do tratamento de canal é justamente ELIMINAR A DOR que as pessoas sentem quando está com o dente comprometido.


quarta-feira, 1 de abril de 2020

Retratamento endodôntico com identificação do canal MV2.

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O sucesso do tratamento endodôntico depende de uma adequada limpeza, formatação e obturação de todo o sistema de canais radiculares. Muitos dentes podem não responder positivamente a um tratamento endodôntico devido a erros de procedimentos em alguma ou todas as etapas do tratamento, bem como podem estar relacionados a complexidade anatômica, a morfologia dos canais.

Os molares superiores são um dos dentes mais tratados endodonticamente no mundo, apresentam alta complexidade anatômica e  uma alta frequência de insucesso relacionada aos canais MV2 que não foram localizados e nem tratados (missed canals). Vários estudos mostram que estes canais “perdidos” têm um impacto significativo no prognóstico do tratamento endodôntico, pois podem servir de abrigo para microorganismos desenvolverem infecções.

Existem várias técnicas e procedimentos para localizar e tratar o canal MV2, mas considero o estudo da anatomia dos canais como item primeiro para se alcançar o êxito no tratamento destes dentes, que apresentam potencial para apresentarem-se com canais extras ou adicionais.
O estudo da morfologia anatômica dos dentes e seus canais, o conhecimento da localização e porcentagem de canais presentes em um determinado dente, é fundamental para que o profissional possa saber o que, onde e como procurar por determinado canal. Conhecedor da anatomia, o profissional pode assim lançar mão das técnicas e tecnologias (microscópio, ultrassom, tomografia, etc..) para realizar o tratamento de maneira eficiente e com probabilidade maior de alcançar o sucesso.

Neste caso clínico que apresento, apesar de servir para ilustrar uma situação em que o canal MV2 não havia sido localizado e nem tratado, é uma amostra também de que houve deficiência ou erros de procedimentos durante a sua realização, pois percebe-se radiograficamente que a qualidade da obturação dos canais MV, DV e P é deficiente: sem densidade, sem adaptação, sub-obturados. Pode-se inferir portanto, que as demais etapas anteriores à obturação do tratamento endodôntico (limpeza e modelagem) também foram negligenciadas.

Para a realização deste retratamento endodôntico, além das radiografias periapicais iniciais de estudo, foi utilizado também o estudo tomográfico (tomografia computadorizada cone-beam - CBCT) e os recursos do Microscópio Operatório e Ultrassom.