quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Técnica de remoção de instrumento endodôntico fraturado utilizando o “MC Extractor System”


Existem várias técnicas para remoção de instrumentos fraturados no canal e é bom que o Endodontista conheça todas elas, pois a cada caso uma determinada técnica pode funcionar em detrimento das outras.
Para a remoção de um instrumento endodôntico fraturado dentro do canal, o mais importante de todos os equipamentos utilizados é o Microscópio Operatório Dental, por proporcionar aumento da visibilidade da área de trabalho. A iluminação potente e ampliação (magníficação) oferecida pelo Microscópio favorece a obtenção de sucesso na remoção dos instrumentos endodônticos fraturados. Enxergar o que está acontecendo é fundamental! Portanto, sem o auxílio do Microscópio é quase impossível obter sucesso, seja qual for a técnica utilizada para remoção do instrumento fraturado.
O segundo equipamento mais importante é o Ultrassom, com grande eficácia na remoção de instrumentos fraturados, desde que você consiga enxergar o instrumento dentro do canal, a fim de direcionar corretamente a ponta ultrassônica sobre o instrumento fraturado.
Neste caso em específico que apresento a vocês, haviam dois instrumentos fraturados no mesmo canal: uma lima rotatória fraturada no terço apical e uma lentulo ocupando o espaço corresponde do terço apical ao cervical do canal. Inicialmente foi tentado o emprego das pontas de ultrassom (associado ao uso do Microscópio – conceito Microsonics) para remover a lentulo através da vibração ultrassônica. Como boa parte da lentulo estava travada no canal e no fragmento de lima, e a lentulo possuir a configuração de uma mola com muita plasticidade, o efeito ultrassônico sobre ela não surtiu efeito.
Optei então por empregar uma técnica em que o fragmento é apreendido e puxado do canal. A mais fácil e menos trabalhosa de todas seria utilizar uma pinça Stieglitz, mas neste caso a ponta da pinça não adentrava o canal e não alcançava a porção mais superior da lentulo.
Necessário então lançar mão de uma terceira opção de técnica, empregando o “MC Extractor System”. Este dispositivo não está a venda, mas qualquer profissional pode confeccionar em seu próprio consultório, selecionando a agulha hipodérmica que melhor se adapte ao canal e ao instrumento fraturado. Realizar um pequeno desgaste no tubo da agulha para expor a luz da agulha e assim criar uma via de acesso para que ali seja inserido a lima Hedstroem. As fotos são ilustrativas e facilitam o entendimento sobre a confecção do MC Extractor System. Da próxima vez que você, caro colega, necessitar remover algum instrumento de dentro do canal, lembre-se deste colega aqui!

Previamente à utilização do “MC Extractor System” é necessário realizar um desgaste circunferencial na parede dentinária do canal, com pontas de ultrassom, ao redor da ponta do instrumento fraturado para criar um espaço que acomode o diâmetro da ponta da agulha hipodérmica (dessas agulhas sem ponta que acompanham os kits de irrigação). A agulha hipodérmica funciona como um microtubo que deve se encaixar bem justo sobre a porção exposta do instrumento fraturado. Uma lima Hedstroem é inserida pela canaleta confeccionada no microtubo (ver fotos) com o objetivo de promover um travamento no instrumento fraturado. Estando os três conectados (agulha + lima + instrumento fraturado) basta puxar o conjunto para fora do canal e “correr para o abraço”.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Utilização do Microscópio Operatório Dental para tratamento de Perfuração Radicular com MTA.




Este caso clínico de tratamento de perfuração radicular foi solucionado com o auxílio do Microscópio Operatório Dental.
Todas as radiografias periapicais, tanto na fase de diagnóstico quanto nas demais etapas de tratamento, foram executadas em três posições diferentes (orto, mesio e distoradial) com o propósito de obter uma melhor visualização da área a ser tratada.
Após a remoção da coroa e pino intraradicular, foi verificado a real localização da perfuração radicular e constatada a presença de um desvio em uma das paredes radicular, bem como identificado que apenas o canal palatino havia sido tratado.
Foi feita a desobturação do canal P, a localização do canal V e todas as etapas de limpeza e modelagem dos condutos, enquanto a área da perfuração radicular foi debridada com auxílio de pontas de ultrassom para corrigir as irregularidades e remover o tecido de granulação que estava ocupando o local.
Inicialmente, o local da perfuração foi preenchido com o pó de hidróxido de cálcio PA, com o objetivo de auxiliar na descontaminação local e realizar uma "curetagem química" do tecido de granulação, proporcionando assim um ambiente favorável para o posterior selamento da perfuração com o MTA, o que foi feito numa segunda sessão. Estando a área da perfuração radicular selada temporariamente com o hidróxido de cálcio PA, os canais foram obturados definitivamente com cimento e guta-percha termoplastificada.
Numa segunda sessão de atendimento, foi realizada a remoção parcial do hidróxido de cálcio que estava ocupando a área da perfuração, de maneira que ficasse algum remanescente no local para criar um anteparo para o adequado selamento definitivo com MTA.

domingo, 6 de outubro de 2013

Segundos Molares Inferiores com anatomia atípica em um mesmo paciente.

Tive a oportunidade de, em um mesmo paciente, realizar um tratamento e retratamento em segundos molares inferiores, onde ambos apresentavam anatomias atípicas dos canais radiculares.
No dente 37, o retratamento havia sido iniciado por outro profissional.


(Cliquem na imagem para ampliar)
 


domingo, 21 de julho de 2013

Retratando seu próprio caso clínico.





Este caso foi inicialmente tratado em janeiro de 2003. A imagem radiográfica do caso finalizado naquele momento mostra canais pouco preparados, sem alargamento cervical e onde a patência não fora alcançada, mas, para aliviar o meu ego naquele momento, foi "o melhor que pude fazer". - Não vai dar problema! Muitos pensam assim e eu também pensava assim naquele momento.
Vamos proservar, só assim saberemos de vai funcionar ou não aquela terapia. Proservar a longo prazo...
Pois bem, até os 4 anos e 7 meses de acompanhamento clínico e radiográfico, parecia estar tudo indo bem. - Viu como deu certo! Muitos já dariam este caso como sucesso, mesmo com um tratamento endodôntico deficiente; afinal de contas já se passaram mais de 4 anos...
Tudo ia bem, até que tive a oportunidade de radiografar novamente após decorridos 9 anos e 5 meses e constatar que desenvolvera-se uma rarefação óssea apical justamente na raiz mesial. Demorou, levou tempo, mas falhou! Tinha tudo pra falhar e falhou. O insucesso bateu à porta.
Bom, o restante da história estão nas imagens que falam por si só (desobturação, obtenção da patência, medicação intracanal, prova dos cones, obturação e novas proservações radiográficas). Parece que as coisas vão indo bem até os primeiros 8 meses após concluído o retratamento, mas vamos esperar pelos próximos anos...