quarta-feira, 2 de março de 2016

Terço Apical do Canal Radicular

Uma imagem para lembrar da anatomia do terço apical do canal radicular com as suas ramificações e para refletir sobre os limites de trabalho apical usados na Endodontia:  formatação, limpeza e obturação.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Técnica de remoção de instrumento endodôntico fraturado utilizando o “MC Extractor System”


Existem várias técnicas para remoção de instrumentos fraturados no canal e é bom que o Endodontista conheça todas elas, pois a cada caso uma determinada técnica pode funcionar em detrimento das outras.
Para a remoção de um instrumento endodôntico fraturado dentro do canal, o mais importante de todos os equipamentos utilizados é o Microscópio Operatório Dental, por proporcionar aumento da visibilidade da área de trabalho. A iluminação potente e ampliação (magníficação) oferecida pelo Microscópio favorece a obtenção de sucesso na remoção dos instrumentos endodônticos fraturados. Enxergar o que está acontecendo é fundamental! Portanto, sem o auxílio do Microscópio é quase impossível obter sucesso, seja qual for a técnica utilizada para remoção do instrumento fraturado.
O segundo equipamento mais importante é o Ultrassom, com grande eficácia na remoção de instrumentos fraturados, desde que você consiga enxergar o instrumento dentro do canal, a fim de direcionar corretamente a ponta ultrassônica sobre o instrumento fraturado.
Neste caso em específico que apresento a vocês, haviam dois instrumentos fraturados no mesmo canal: uma lima rotatória fraturada no terço apical e uma lentulo ocupando o espaço corresponde do terço apical ao cervical do canal. Inicialmente foi tentado o emprego das pontas de ultrassom (associado ao uso do Microscópio – conceito Microsonics) para remover a lentulo através da vibração ultrassônica. Como boa parte da lentulo estava travada no canal e no fragmento de lima, e a lentulo possuir a configuração de uma mola com muita plasticidade, o efeito ultrassônico sobre ela não surtiu efeito.
Optei então por empregar uma técnica em que o fragmento é apreendido e puxado do canal. A mais fácil e menos trabalhosa de todas seria utilizar uma pinça Stieglitz, mas neste caso a ponta da pinça não adentrava o canal e não alcançava a porção mais superior da lentulo.
Necessário então lançar mão de uma terceira opção de técnica, empregando o “MC Extractor System”. Este dispositivo não está a venda, mas qualquer profissional pode confeccionar em seu próprio consultório, selecionando a agulha hipodérmica que melhor se adapte ao canal e ao instrumento fraturado. Realizar um pequeno desgaste no tubo da agulha para expor a luz da agulha e assim criar uma via de acesso para que ali seja inserido a lima Hedstroem. As fotos são ilustrativas e facilitam o entendimento sobre a confecção do MC Extractor System. Da próxima vez que você, caro colega, necessitar remover algum instrumento de dentro do canal, lembre-se deste colega aqui!

Previamente à utilização do “MC Extractor System” é necessário realizar um desgaste circunferencial na parede dentinária do canal, com pontas de ultrassom, ao redor da ponta do instrumento fraturado para criar um espaço que acomode o diâmetro da ponta da agulha hipodérmica (dessas agulhas sem ponta que acompanham os kits de irrigação). A agulha hipodérmica funciona como um microtubo que deve se encaixar bem justo sobre a porção exposta do instrumento fraturado. Uma lima Hedstroem é inserida pela canaleta confeccionada no microtubo (ver fotos) com o objetivo de promover um travamento no instrumento fraturado. Estando os três conectados (agulha + lima + instrumento fraturado) basta puxar o conjunto para fora do canal e “correr para o abraço”.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Utilização do Microscópio Operatório Dental para tratamento de Perfuração Radicular com MTA.




Este caso clínico de tratamento de perfuração radicular foi solucionado com o auxílio do Microscópio Operatório Dental.
Todas as radiografias periapicais, tanto na fase de diagnóstico quanto nas demais etapas de tratamento, foram executadas em três posições diferentes (orto, mesio e distoradial) com o propósito de obter uma melhor visualização da área a ser tratada.
Após a remoção da coroa e pino intraradicular, foi verificado a real localização da perfuração radicular e constatada a presença de um desvio em uma das paredes radicular, bem como identificado que apenas o canal palatino havia sido tratado.
Foi feita a desobturação do canal P, a localização do canal V e todas as etapas de limpeza e modelagem dos condutos, enquanto a área da perfuração radicular foi debridada com auxílio de pontas de ultrassom para corrigir as irregularidades e remover o tecido de granulação que estava ocupando o local.
Inicialmente, o local da perfuração foi preenchido com o pó de hidróxido de cálcio PA, com o objetivo de auxiliar na descontaminação local e realizar uma "curetagem química" do tecido de granulação, proporcionando assim um ambiente favorável para o posterior selamento da perfuração com o MTA, o que foi feito numa segunda sessão. Estando a área da perfuração radicular selada temporariamente com o hidróxido de cálcio PA, os canais foram obturados definitivamente com cimento e guta-percha termoplastificada.
Numa segunda sessão de atendimento, foi realizada a remoção parcial do hidróxido de cálcio que estava ocupando a área da perfuração, de maneira que ficasse algum remanescente no local para criar um anteparo para o adequado selamento definitivo com MTA.

domingo, 6 de outubro de 2013

Segundos Molares Inferiores com anatomia atípica em um mesmo paciente.

Tive a oportunidade de, em um mesmo paciente, realizar um tratamento e retratamento em segundos molares inferiores, onde ambos apresentavam anatomias atípicas dos canais radiculares.
No dente 37, o retratamento havia sido iniciado por outro profissional.


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