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sexta-feira, 18 de junho de 2021

Tratamento de Canal com restauração e núcleo de preenchimento com resina composta.





(Clique na imagem para ampliar)

    Estes dois dentes, tanto o molar quanto o pré-molar inferior, previamente ao tratamento endodôntico, foram submetidos a reconstruções coronárias com resina composta logo após a remoção das restaurações antigas de amálgama e remoção do tecido cariado adjacente, com o objetivo de criar condições clínicas favoráveis à execução dos tratamentos endodônticos.
    Ao final dos tratamentos endodônticos, foram confeccionados núcleo de preenchimento com resina composta e encaminhados para realização de tratamento reabilitador protético com coroa total.


quarta-feira, 1 de abril de 2020

Artigo Científico: Taxas de sobrevivência de dentes com tratamento endodôntico primário após colocação do núcleo/pino e coroa.


Em artigo publicado no JOE (Journal of Endodontics), cujo título é Survival Rates of Teeth with Primary Endodontic Treatment after Core/Post and Crown Placement, os autores tiveram como objetivo determinar o efeito da colocação tardia do núcleo/pino e coroa nos dentes que foram submetidos ao tratamento endodôntico.

Os dentes que necessitam de tratamento endodôntico normalmente já foram afetados por cáries, fraturas ou procedimentos restauradores prévios, o que por si só já compromete estruturalmente a resistência do dente aos esforços mastigatórios. Isto somado ao preparo cavitário de acesso endodôntico, diminui mais ainda a capacidade do dente resistir as forças oclusais, sejam elas funcionais ou parafuncionais. Sendo assim, é fundamental para a sobrevivência do dente a longo prazo, que seja realizado o mais breve possível a restauração definitiva do dente assim que finalizado o tratamento endodôntico.

Este estudo mostrou que a sobrevida a longo prazo dos dentes tratados endodonticamente foram afetados negativamente pelo retardo na colocação do pino/núcleo ou realização da cobertura total do dente com coroa protética.

Por isto preconiza-se que, ao final do tratamento endodôntico que o próprio Endodontista possa, em ato contínuo a finalização da terapia endodôntica, já realizar a instalação de um retentor intra-radicular e/ou confecção de um núcleo de preenchimento, o que diminui em muito a susceptibilidade do dente a sofrer fraturas e aumenta significantemente a sobrevida do dente a longo prazo.

Aqui no Blog Endodontia Avançada já postei outros 2 estudos sobre este tema relacionado a restauração pós-endodôntica: Artigo Científico: Falha de restaurações unitárias em dentes posteriores tratados endodonticamente: revisão sistemática.Pinos de Fibra de Vidro na restauração de dentes tratados endodonticamente.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Artigo Científico: Falha de restaurações unitárias em dentes posteriores tratados endodonticamente: revisão sistemática.


Essa revisão sistemática focou em avaliar apenas dois fatores de risco que afetam a sobrevivência de tratamentos restauradores em dentes tratados endodonticamente: 

1) quantidade de estrutura coronária remanescente e 
2) material restaurador utilizado.

Os autores reconhecem limitações na avaliação deste estudo, entretanto, apesar das limitações, o estudo forneceu duas conclusões principais a respeito das restaurações nos dentes posteriores tratados endodonticamente: 1) Quanto maior a estrutura remanescente do dente, melhor resultado do tratamento; 2) As coroas retidas por pinos parecem apresentar os melhores resultados, seguido por coroas sem pinos e por último as restaurações intra-coronárias.

Os autores concluem ainda que, consequentemente, as cavidades de acesso endodôntico devem ser mantidas conservadoras para maximizar a quantidade de estrutura remanescente do dente, o que por sua vez deve determinar a escolha da restauração coronária final. Apesar da superioridade das coroas retidas por pinos, as coroas sem pinos podem ser consideradas quando existem três a quatro paredes remanescentes, enquanto que as coroas retidas por pinos podem ser preferidas em dentes com uma a duas paredes remanescentes. 

Outras reconstruções protéticas podem ser consideradas em casos com menos de uma parede, especialmente sem nenhuma férula.