sexta-feira, 30 de abril de 2010

Curso de Microscopia Operatória na Endodontia


terça-feira, 20 de abril de 2010

Uma Radiografia ou uma Fotografia?





Gostei da composição desta imagem radiográfica, a simetria dos canais radiculares, da inversão de contrastes e, porquê não dizer, do cimento extravasado?
Em tempos de erupção de vulcão e cinzas...
Qualquer semelhança é mera coincidência!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Um mistério com o cimento AH Plus: acompanhamento de dois casos clínicos tratados endodonticamente.



Não sei ao certo em que ano o cimento endodôntico AH Plus foi lançado comercialmente. É um cimento tipo pasta-pasta, que vem em dois tubos, com excelentes propriedades físico-químicas e utilizado por muitos Endodontistas. Utilizei em vários casos clínicos por gostar do bom escoamento e da sua radiopacidade, mas com o tempo fui deixando de usá-lo por constatar que ao chegar na metade do seu uso, ou seja, quando os tubos encontravam-se pela metade, a pasta contida nos tubos começavam a ficar mais espessa e perdiam boa parte da sua fluidez. Consequentemente, aquilo que me atraía na pasta (escoamento) deixava de existir quando os meus tubos ainda estavam pela metade. O material ficava muito espesso, denso, sem fluidez alguma e eu não gostava daquilo. Com o tempo deixei de usá-la, pois a brincadeira estava ficando cara de demais: eu comprava as caixas com os dois tubos e os jogava fora quando chegavam na metade, pois o seu conteúdo ficava com uma consistência horrível para trabalhar! Não sei se este problema persiste até os dias atuais, pois já faz um bom tempo que não utilizo-a.
Pois bem, esta postagem não é pra falar porquê parei de utilizar a AH Plus e sim para descrever dois casos clínicos em que este cimento foi utilizado na obturação dos canais radiculares.
Em março de 2005 um paciente retornou para fazer a proservação do caso clínico (dente 36) que havia sido finalizado em março de 2002 e pude constatar um “comportamento” no mínimo estranho, do cimento AH Plus utilizado naquele tratamento endodôntico. Para o meu espanto ao examinar a radiografia periapical, pude constatar que havia um extravasamento de cimento relativamente grande, se comparado a radiografia do encerramento do caso clínico, na raiz distal daquele molar. O comum e o esperado era que tivesse ocorrido a reabsorção daquela pequena quantidade de cimento que extravasou ao final da obturação dos canais, ou ao menos que aquele cimento extravasado permanecesse “estático”. Mas não, o extravasamento de cimento aumentara! A imagem radiográfica mostra um volume grande de cimento permeando o tecido ósseo, onde antes só havia a imagem de osso.
Fiquei super encucado naquela época, sem saber ao certo o que estava se passando com aquele comportamento inesperado do cimento AH Plus. Nunca vira nada semelhante, nem com outros cimentos endodônticos.
Dias atrás retornou outro paciente para proservação do dente 11, cujo tratamento endodôntico havia sido finalizado em fevereiro de 2002, há 8 anos atrás. Coincidentemente no mesmo ano em que havia tratado o outro paciente e onde foi empregado também o cimento AH Plus na obturação do canal. Pude verificar também através do exame radiográfico de proservação que o cimento havia “extavasado um pouco mais” quando comparado com a radiografia periapical realizada no dia da obturação do canal. Voltei a ficar encucado! Parece o cimento se movimenta pelo tecido ósseo!
Será que algum dos meus colegas teria a solução para este mistério da AH Plus? Casos semelhantes já ocorreram? Alguém já observou este comportamento misterioso do cimento AH Plus?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

“O tratamento de canal não está finalizado até que o dente tenha sido restaurado definitivamente”


Eis o que acontece quando o paciente não segue as recomendações pós-operatórias. Triste e lamentável ver o tratamento endodôntico perdido após 2 anos de sua realização.
É sabido a importância do selamento apical (papel da obturação endodôntica) e muito esquecido a importância do selamento coronário para proteger a obturação endodôntica.
Cresce a cada dia entre os Endodontistas a prática de realizar a restauração definitiva ao final do tratamento endodôntico, justamente com o fim de evitar ocorrências como esta das radiografias postadas acima. O período de espera para que o paciente procure pelo dentista indicador para a realização do tratamento restaurador e/ou protético pode ser crucial para o prognóstico do tratamento endodôntico e até mesmo para o próprio dente.
Um conceito novo de "blindagem dental" vem sendo utilizado para designar o imediato e completo selamento coronário daquele dente que recebera um tratamento endodôntico. Trata-se de uma prática restauradora baseada na preocupação em selar imediatamente e definitivamente a abertura coronária, num ato operatório contínuo assim que os canais tenham sido obturados, de maneira a evitar ocorrência de contaminação ou recontaminação do espaço endodôntico.
Está com os dias contados a prática do Endodontista fazer somente o tratamento dos canais radiculares. Nos dias atuais, o Endodontista começa a assumir também a parte do tratamento restaurador definitivo empregando técnicas restauradoras adesivas simples ou até mesmo com o emprego de pinos intra-radiculares. A demora em cimentar definitivamente o pino oferece inúmeras oportunidades para que o espaço preparado para o pino seja contaminado por bactérias.
As condições assépticas praticadas durante a realização do tratamento endodôntico são frequentemente negligenciadas durante a preparação do espaço para o pino. Imperioso se faz o emprego do isolamento absoluto durante os procedimentos restauradores de um dente tratado endodonticamente, pois a ausência do isolamento absoluto pode potencialmente permitir o ingresso de fluidos orais e microorganismos para dentro do canal radicular, resultando em falha do tratamento endodôntico a curto prazo.
A grande vantagem para o Endodontista também realizar o ato operatório da restauração coronária definitiva, reside no fato de que este profissional está familiarizado com a anatomia dos canais e por aproveitar-se do isolamento absoluto empregado no tratamento endodôntico. Sem contar com o fato de haver uma maior previsibilidade no prognóstico do tratamento.