quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

11° Encontro Internacional da Equipe de Endodontia de Campinas.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Intervenção minimamente invasiva na Endodontia.

Avanços atuais na Endodontia tem permitido a execução de tratamentos endodônticos aplicando o conceito da intervenção minimamente invasiva, cujo objetivo é preservar maior quantidade de estrutura dental coronária e radicular, sem que comprometa a qualidade final do tratamento.

Para abandonar os conceitos tradicionais de tratamento endodôntico, seja em relação a abertura coronária ou seja em relação ao preparo dos canais radiculares, e passar a empregar os novos conceitos da intervenção minimamente invasiva, necessário de faz empregar os recursos tecnológicos da microscopia, do ultrassom, uso de instrumentos ultra-flexíveis, irrigação eficiente dos canais e, por vezes, da tomografia (CBCT) para auxiliar no planejamento, não se esquecendo da necessidade de treinamento do profissional para atingir os objetivos de preservar a estrutura dental sem que comprometa a qualidade da limpeza e desinfecção dos canais radiculares.

Exemplificando, abaixo estão radiografias de tratamentos endodônticos de dentes vizinhos (11 e 21) realizados em momentos diferentes e por profissionais diferentes. No dente 11 foi empregado os conceitos tradicionais ou convencionais de abertura e preparo dos canais, enquanto no dente 21 foram utilizados os novos conceitos de intervenção minimamente invasiva.


Fica bastante evidente que no dente 21 houve menor desgaste da estrutura dental e que isso pode implicar num menor risco de fratura dental, implicando numa maior sobrevida do dente tratado endodonticamente.

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Congresso Mundial de Endodontia – CANAL 2017.

Um dos maiores e mais importantes congressos de Endodontia no Brasil acontecerá entre os dias 13-16 junho de 2017.

Realizado anualmente  na cidade de Belo Horizonte – MG, o Congresso CANAL tornou-se referência nacional como o mais importante congresso na área da Endodontia por trazer professores conceituados nacional e internacionalmente, reunindo assim, em um único evento os maiores nomes da Endodontia mundial.

Nos 4 dias de Congresso, serão 28 professores para palestrar e mostrar o que de mais novo acontece na Endodontia mundial. Destaque para os professores: Zvi Metzger (Israel), José Siqueira (Brasil), Domenico Ricucci (Itália), Ghassan Yared (Canadá), Gustavo De-Deus (Brasil), Carlos Bueno (Brasil), Anil Kishen (Canadá), Martin Trope (Estados Unidos), Carlos Murgel (Brasil), Marga Ree (Holanda), Syngcuk Kim (Estados Unidos), Sergio Kutler (Estados Unidos), Moh’D Hammo (Jordânia), Morio Okaguchi (Japão).



Para maiores informações, visitem o site do evento: www.dentalcanal.com.br

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Uso da Tomografia Computadorizada na localização do canal MV2 previamente ao retratamento de canal.

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A anatomia interna dos canais tem destaque importante no planejamento e na execução do tratamento endodôntico, o que exige que o endodontista tenha conhecimento básico da morfologia do canal radicular e suas possíveis variações anatômicas.
As radiografias periapicais são fundamentais no diagnóstico e planejamento dos casos a serem executados, mas  fornecem informações anatômicas limitadas do dente, pois proporciona informações apenas em duas dimensões (2D) de uma estrutura que é tridimensional (3D), o que pode levar a mal entendidos da anatomia radicular por causa da sobreposição das raízes.
O recurso da Tomografia Computadorizada Cone Beam (CBCT) tem mostrado ser um bom método diagnóstico para a identificação inicial da morfologia interna das raízes e canais radiculares, assim como o Microscópio Operatório tem facilitado a localização visual dos canais radiculares durante a intervenção endodôntica, notavelmente na identificação do canal MV2. Os estudos tem mostrado que as informações obtidas com a CBCT sobre o anatomia do dente e da morfologia do canal previamente ao tratamento endodôntico podem facilitar a execução do procedimento.
A complexidade anatômica dos molares superiores é provavelmente uma das razões por trás dos insucessos endodônticos observados nestes dentes, pois em alguns casos um canal esquecido ou não-tratado pode abrigar bactérias persistentes. O canal MV2, na raiz mésio-vestibular dos molares superiores tem mostrado ser de alta frequência e a localização deste canal é uma tarefa desafiadora até mesmo para os profissionais mais experientes.
Para exemplificar, o trabalho de Reis et al. (JOE, May 2013) identificou a presença do canal MV2 em 88,5% dos primeiros molares superiores.
O caso clínico apresentado mostra uma situação em que, baseado na alta incidência do canal MV2 nos molares superiores e na suspeita radiográfica de que este canal não havia sido tratado, foi realizado previamente à intervenção endodôntica o exame tomográfico do dente com o objetivo de identificar a possível presença do canal MV2, tornando assim a busca clínica por este canal mais precisa e objetiva com o Microscópio Operatório, pois a tomografia permite, além de identificar a presença ou não do canal MV2, nos mostra também o ponto exato em que ele se inicia na raiz (terço coronário, médio ou apical), racionalizando assim a área de desgaste de tecido dental com as pontas de ultrassom.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Anatomia radicular como fator dificultante para localização de um canal não-tratado endodonticamente.

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O retratamento endodôntico é uma modalidade de tratamento que sempre nos reserva algumas surpresas, por mais minuciosa que tenha sido as etapas do diagnóstico e planejamento de execução do caso clínico.
Neste caso em específico, o próprio paciente trouxe a informação de que um canal não havia sido localizado quando da execução do tratamento inicial por outro profissional, o que provavelmente seria a causa da periodontite apical assintomática identificada radiograficamente.
Com a utilização dos recursos da Microscopia Operatória e do Ultrassom, a identificação de canais fica bastante facilitada, mas não foi o que aconteceu neste caso. Clinicamente, pela posição ocupada pelo material obturador, pude concluir que o canal ML havia sido tratado e o canal MV seria o canal que estava “esquecido”.
Os desgastes seletivos com pontas de ultrassom, através da visualização ampliada com o microscópio operatório, foram realizados na região MV com o objetivo de localizá-lo, mas o fator ANATOMIA se impôs e criou enorme dificuldade para identificar a entrada do canal. Na verdade a anatomia impediu a localização da entrada do canal MV!
Após esgotadas a possibilidade de encontrar o canal MV (foram consumidas 4 sessões de 1h30min) , respeitando os limites de desgastes realizados em profundidade até um ponto de segurança visual, afim de não provocar uma iatrogenia, decidi por realizar a obturação do canal ML, acreditando na existência de um grande istmo nesta raiz, até mesmo porquê o canal ML tomava uma direção que ia no sentido de encontro ao possível canal MV. Durante todas a etapas, foi empregado o recurso da ativação ultrassônica passiva (PUI) das substâncias químicas irrigadoras, bem como utilizado o emprego de medicação intracanal a base de hidróxido de cálcio.
Realizada a obturação dos canais com o cimento AH Plus, empregando a técnica de termoplastificação da guta-percha, o exame radiográfico final revelou a verdadeira anatomia da raiz mesial, mostrando que, pelo preenchimento com cimento do espaço correspondente ao canal MV, este se iniciava na região do terço médio da raiz, também início da curvatura radicular.
O paciente foi retornado ao profissional indicador para realização do tratamento protético e solicitado o retorno dentro do prazo de 6 meses para acompanhamento clínico-radiográfico do retratamento endodôntico.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Retratamento endodôntico de incisivo lateral superior com desvio apical.





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Mais um caso para trocarmos experiências de trabalho.
Apesar de tratar-se de um incisivo lateral superior, algumas manobras diferenciadas ajudaram bastante na conclusão deste caso, em especial na fase de desobturação do canal.
As radiografias iniciais mostravam que havia presença de desvio apical. O tratamento endodôntico anterior não respeitou a anatomia do canal/raiz, cuja curvatura apical nos sentidos distal e disto-palatino são comuns nestes dentes.
Usei a estratégia de remover o material obturador até o ponto de início da curvatura apical, para então tentar a partir daquele ponto retomar a trajetória original do canal e somente depois de estabelecido o caminho original do canal é que concluí a remoção do material obturador que estava presente no desvio. O objetivo desta manobra era evitar que as limas seguissem o caminho do desvio.
É importante destacar que as limas manuais foram imprescindíveis na fase da desobturação e na tarefa de retomar o caminho original do canal. Interessante também foi o fato de ter conseguido realizar a odontometria eletrônica, tanto com a lima no desvio quanto com a lima no canal original.
Após manutenção do canal preenchido com hidróxido de cálcio por um período de 2 meses (2 trocas neste período), decidi por finalizar o caso com a obturação definitiva do canal. Minha intenção inicial era adaptar o cone na trajetória original do canal, tentando pré-curvar o cone, inclusive usando o artifício de congelar o cone de guta-percha usando o gás refrigerante, mas o cone não seguia a trajetória original do canal, sempre seguindo para a área desviada. Deste modo, tive que travar o cone justamente no ponto de bifurcação desvio/canal e obturar.
A proservação radiográfica realizada após 1 ano e 2 meses nos mostra que ocorreu o reparo ósseo apical, o que demonstra que os procedimentos de limpeza, modelagem e desinfecção do canal foram alcançados com sucesso, apesar das dificuldades anatômicas impostas pela presença do desvio apical.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Uso da Tomografia Computadorizada na Endodontia.

A radiografia periapical talvez seja o exame complementar mais utilizado na Odontologia para a realização de diagnóstico. Mais especificamente na Endodontia, as radiografias periapicais são utilizadas antes, durante e após a execução do tratamento de canal.
Apesar da sua grande utilização, a radiografia periapical oferece uma imagem que apresenta limitações de visualização, pois trata-se uma imagem plana e bidimensional, enquanto a estrutura dental é tridimensional.
A Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico ou Cone-Beam permite a obtenção de imagens tridimensionais com boa definição, o que proporciona visualização de estruturas anatômicas com maior riqueza de detalhes e informações. Na Endodontia, a tomografia tem sido bastante utilizada para localização de canais, no diagnóstico de reabsorções radiculares, diagnóstico de lesões periapicais, planejamento de cirurgias, diagnóstico de fraturas radiculares, no planejamento de retratamentos endodônticos, etc...
Para exemplificar, segue abaixo a comparação de imagens (radiografia x tomografia) obtidas do mesmo dente com uma lesão periapical, onde é possível com a tomografia obter uma imagem real, sem distorções, e fidedigna do tamanho da área de abrangência da rarefação óssea apical.
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